Hibristofilia: 9 mais famosas histórias de amor entre assassinos e “pessoas comuns”

de Merelyn Cerqueira 0

Hibristofilia: condição na qual uma pessoa fica sexualmente excitada por um parceiro que tenha cometido crimes violentos ou horripilantes. 

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Também conhecida como “Síndrome de Bonnie e Clyde”, sua causa ainda é desconhecida.

Richard Ramirez e Doreen Lioy 

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Richard Ramirez, também conhecido como “o perseguidor da noite” aterrorizou Los Angeles e San Francisco entre 1984 e 85. Ele torturou, estuprou e matou pelo menos 14 pessoas. 

No entanto, a ex-editora de revista, Doreen Lioy viu algo a mais nele “Ele é gentil, engraçado, encantador e eu acho que ele é realmente uma grande pessoa”, disse ela em uma entrevista, acrescentando que acreditava que ele era inocente de todos crimes.

A moça ainda lhe escreveu 75 cartas enquanto ele estava na prisão de San Quentin. Eles se casaram em 3 de outubro de 1996, em uma “cerimônia” realizada dentro da prisão, 10 anos depois, Ramirez morreu.

Ted Bundy e Carole Anne Boone

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Ted Bundy era um homem bonito e carismático que matou pelo menos 30 mulheres durante os anos 70. Quando foi capturado, preso e levado a julgamento ele havia conseguido uma aliada improvável: Carole Ann Boone, uma colega de trabalho que acreditava em sua inocência – apesar de ele já ter duas condenações e algumas tentativas de fuga.

Em seu terceiro e último julgamento, realizado na Flórida, Bundy aproveitou uma brecha na lei para se casar com Boone no meio da audiência: ele pediu a moça em casamento na frente do juiz. Ela aceitou.

Enquanto Ted cumpria sua pena no corredor da morte, ele afirmou que ele e Carole estavam esperando um filho. No entanto, os guardas disseram que não foram permitidas visitas conjugais. O que aconteceu foi que o serial killer havia previamente ejaculado em um preservativo e, durante uma visita, passou-o para a esposa com um beijo.

Dial Randolph Franklin e Bobbi Parker

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Dial Randolph Franklin foi condenado à prisão perpétua por matar um instrutor de karatê. No entanto, ele escapou da prisão com a ajuda de ninguém menos do que Bobbi Parker, a esposa do vice-diretor do presídio.

Os dois desapareceram no mesmo dia, em 30 de agosto de 1994, e viveram juntos durante 11 anos. Em 2005, graças a uma denúncia anônima feita após a exibição de um episódio do programa America’s Most Wanted, eles foram encontrados vivendo em uma granja no Texas. Dial morreu na prisão e Parker foi condenada como cúmplice, cumprindo pena de seis meses.

Justin Merriman e Katrina Montgomery 

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Katrina Montgomery era uma estudante normal da Santa Monica College, na Califórnia, exceto por uma coisa – ela sentia uma atração enorme pelo neonazista confesso, Justin Merriman. Os dois cresceram juntos, mas ele possuía um longo histórico de agressões e violência. Enquanto Justin estava na cadeia, condenado por uma de suas inúmeras agressões, eles trocavam picantes cartas de amor.

Quando ele foi libertado em 1992 eles oficialmente se tornaram um casal. No entanto, a felicidade durou pouco: Merriman estuprou e matou Katrina na frente de seus amigos skinheads. Durante o seu julgamento ele não expressou nenhum remorso e ainda fez uma saudação nazista quando chegou à corte para receber sua sentença de prisão perpétua.

Phillip Carl Jablonski e Carol Spidoni 

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Phillip Carl Jablonski já estava na prisão quando conheceu sua segunda esposa, Carol Spidoni, afinal ele estava cumprindo pena por ter matado a primeira. No entanto, ele resolveu colocar um anúncio no jornal procurando um amigo para se corresponder. Ele encontrou Carol e se casou com ela em 1982 enquanto ainda estava cumprindo sua sentença de 12 anos.

Quando Carl foi libertado, em 1990, o casal resolveu morar junto, no entanto, a felicidade também não durou muito tempo. Em 1991, Jablonksi estuprou e matou duas mulheres, além de escrever “eu amo Jesus” no corpo das vítimas. Mais tarde, ele matou Carol e a sogra. Jablonski foi capturado e preso. Atualmente cumpre sua pena no corredor da morte.

Oscar Ray Bolin e Rosalie Martinez

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Em 1995, Rosalie Martinez era uma defensora pública, mãe de quatro filhos, casada com um proeminente advogado. No mesmo ano, ela conheceu Oscar Ray Bolin, também conhecido como “Bolin the Butcher” (Bolin, o Açougueiro), que estava no corredor da morte. Martinez estava lá para ajudar no caso, porém, quando conheceu melhor o prisioneiro, afirmou ter ficado impressionada e “sem fôlego”.

Dentro de um ano ela se divorciou do marido, casou-se com Bolin e foi demitida de seu emprego quando descobriram que estava tendo relações sexuais com o condenado dentro da cela. Atualmente, Martinez continua defendendo Bolin e está sempre ao seu lado em todas as idas ao tribunal na interminável tentativa de provar sua inocência.

John Manard e Toby Young 

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Em 2005, Toby Young estava trabalhando em uma prisão de Kansas City, nos Estados Unidos, em um programa chamado Safe Harbor Prison Dogs, que colocava os detentos para tratar e treinar cachorros. Em casa, Toby estava tendo problemas em seu casamento e John Manard, um assassino condenado, percebeu isso e logo começou a dar mais atenção ao programa. A mulher se apaixonou pelo criminoso e bolou um plano para ajudá-lo a escapar da prisão em 2006.

Toby escondeu John em uma casinha de cachorro e colocou-a no porta-malas de seu carro. Eles fugiram por duas semanas até que a polícia os encontrou. Toby passou 27 meses na prisão, e Manard ganhou um adicional de 10 anos. A mulher casou de novo e hoje dirige uma organização que ajuda ex-condenados a voltar para o convívio social.

Mikhail Popkov e Elena Popkov 

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Conhecido como “O Lobisomen”, Mikhail Popkov é um ex-policial russo que brutalmente estuprou e assassinou pelo menos 22 mulheres. No entanto, ele precisou fazer uma pausa em sua carreira criminosa, pois havia contraído sífilis, e em 2015 recebeu sua sentença de prisão perpétua.

Apesar de ter confessado todos os crimes e das provas de DNA encontradas, sua esposa (à esquerda na foto), Elena Popkov, ainda acredita que ele é inocente. “Estamos casados há 28 anos. Se eu suspeitasse de algo errado, é claro que iria me divorciar dele”, disse ela em uma entrevista. A mãe do condenado e a filha também acreditam em sua inocência.

Charles Manson e Afton Elaine Burton

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Talvez o casal mais conhecido da lista, Charles Manson e Afton Elaine Burton, também conhecida como “Star”, se conheceu através de cartas. Charles já havia recebido diversas cartas de amor de várias mulheres, no entanto, apenas Star conseguiu chamar a atenção do condenado. Os dois se correspondiam e posavam juntos em fotos, nas quais a moça fazia questão de dizer ao mundo que estavam apaixonados.

Eles ainda conseguiram uma licença de casamento, no entanto, Charles cancelou a cerimônia na última hora. O motivo, segundo uma fonte, era que Star planejava ganhar o controle legal do corpo de Manson quando ele morresse para exibi-lo como uma atração turística.

Fonte: Oddee / LA Times / New York Post  Fotos: Reprodução / Oddee / Flickr 

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