Cientistas desvendam a causa de misteriosas ondas de rádio emitidas além de nossa galáxia!

de Redação Jornal Ciência 0

Estrelas de nêutrons binárias são tão densas que nem mesmo os buracos negros conseguem separá-las. Acredita-se que, quando algo é sugado por um buraco negro, ele realmente “engole” o que se aproximou.

 

Quando não se tem o material interrompido, os astrônomos possuem dificuldades para analisar quando tal evento ocorreu. Porém, um novo estudo afirma que as poderosas rajadas rápidas de rádio (FRBs) são geradas no último instante, antes de uma estrela de nêutrons colidir com um buraco negro.

 

As FRBs são emissões incrivelmente poderosas de ondas de rádio com duração de apenas alguns milissegundos. A primeira delas foi descoberta em 2007, em dados arquivados a partir do radiotelescópio Parkes, na Austrália. Até agora, apenas 11 foram encontradas, sendo que apenas uma descoberta “ao vivo”. Após localizar este evento, eles passaram a observar a mesma área em diferentes comprimentos de onda, mas não conseguiram ver qualquer objeto responsável pela FRB.

 

A nova pesquisa, que será publicada na revista Astrophysical Journal Letters, descreve como a FRB poderia ser alimentada por uma bateria cósmica gigantesca. Quando os buracos negros e estrelas de nêutrons orbitam muito próximos, os fortes campos magnéticos de ambos os objetos são relacionados. Como os objetos giram, o plasma flui ao longo das linhas do campo magnético gerando uma corrente elétrica entre eles. Quanto mais perto eles ficam, mais forte se torna a corrente e quando os objetos se fundem, a eletricidade é lançada em uma súbita explosão de ondas de rádio.

 

De acordo com o estudo, os telescópios de rádio de alta sensibilidade devem ser capazes de observar um aumento da intensidade das ondas de rádio antes do FRB final, bem como a detecção de uma segunda explosão quando o campo magnético da estrela de nêutrons se mover para o buraco negro.

Os buracos negros e estrelas de nêutrons são dois destinos prováveis da estrela após a supernova. Somente as maiores estrelas se transformam em buracos negros. Os cientistas estão interessados ​​em estrelas de nêutrons binárias que virariam buracos negros, por emitirem grandes quantidades de ondas gravitacionais. O autor principal do estudo, Dr. Chiara Mingarelli, acredita que os telescópios poderiam detectar até mesmo 10 mil FRBs por ano.

 

Este estudo não tem a pretensão de indicar que os buracos negros de estrelas binárias de nêutrons expliquem cada evento FRB, mas sim mostrar que eles são, provavelmente, a causa de grande parte deles. Curiosamente, alguns eventos que pareciam ser FRBs, chamados de perytons, são, na verdade, sinais de rádio curtos que têm uma duração de alguns milissegundos, como aqueles produzidos por pessoas que abrem a porta do forno micro-ondas antes dele estar desligado.

[ IFLS ] [ Fotos: Reprodução / NASA ]

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