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Cientistas descobrem novo composto de cianobactérias que tem potente habilidade anticâncer

de Otto Valverde 0

Uma equipe de especialistas da Universidade Estadual do Oregon, EUA, descobriu que o composto é capaz de lutar contra duas das formas mais agressivas da doença – tumores cerebrais e câncer de mama triplo negativo.

O composto, chamado coibamide A, anula a capacidade das células cancerosas em comunicarem-se com os vasos sanguíneos circundantes e com outras células, desencadeando sua morte. As descobertas podem levar a novos tratamentos para combater cânceres agressivos.

A principal autora do estudo, a Dra. Jane Ismael disse: “Até agora, não há uma droga em uso clínico ou em quaisquer ensaios clínicos que funcione desta forma. Nós estamos usando-a para tentar revelar um novo caminho para desencadear a morte celular das células cancerosas que têm sido tradicionalmente consideradas muito resistentes”.

O composto foi descoberto pela Dra. Kerry McPhail, após mergulhar no Parque Nacional Coiba, no Panamá, há oito anos. A cientista recolheu algas azuis – que são na verdade cianobactérias – cultivando-as em laboratório. Comunidades de cianobactérias semelhantes foram encontradas no Mar Vermelho e ao longo da costa da África do Sul.

O composto demonstrou um padrão de atividade diferente de qualquer outro – o que sugere que pode ser capaz de combater o câncer através de um mecanismo ainda não visto em medicamentos existentes.

“A diversidade química encontrada na natureza sempre foi uma importante fonte de inspiração para a síntese e desenvolvimento de medicamentos, mas, embora as propriedades medicinais das plantas tenham sido reconhecidas por milhares de anos, ambientes marinhos permanecem relativamente inexplorados. Pensamos que com este composto, a natureza já encontrou uma maneira de atingir algumas das proteínas específicas que são relevantes para o crescimento de tumores”, disse a Dra. Jane Ismael.

Os estudos mostraram que a coibamide A atua em diversos tipos de câncer, mas a atual pesquisa está focando em células de glioblastomas (cérebro) e câncer de mama. Os resultados foram apresentados durante a reunião Experimental Biology 2016.

[ Daily Mail ] [ Foto: Reprodução / Daily Mail ]

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