Aparelho portátil que pode eliminar as cólicas menstruais já está à venda!

de Bruno Rizzato 0

Com o intuito de ajudar as mulheres nos dias de cólicas menstruais, a empresa brasileira Medecell criou um dispositivo que utiliza estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS), normalmente usada por fisioterapeutas, “disfarçando” as dores para o cérebro.

Jornal Ciência no seu WhatsApp

Clique aqui (61) 98302-6534, mande “olá” e salve nosso número nos seus contatos. Você receberá notícias do Jornal Ciência diretamente no seu celular.

Segundo Paulo Giraldo, ginecologista e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), responsável pela avaliação do aparelho, quando se lançam suaves estímulos elétricos na superfície da pele, a cólica pode ser evitada. O método seria interessante, segundo ele, pois não é preciso que nenhum medicamento seja ingerido via oral ou o uso de técnicas agressivas. “Ainda não podemos mostrar os resultados, mas a impressão é a melhor possível. As voluntárias se adaptaram bem e se sentiram bastante aliviadas”, relatou ele. 

Quando posicionado na região do ventre, o aparelho emite choques leves em uma frequência sem riscos ao corpo, tentando “enganar” o cérebro, fazendo o sistema nervoso não sentir os sinais de dor. Além disso, tais estímulos podem causar uma produção de analgésicos internos naturais, interrompendo a percepção do incômodo, além de inibir a dor.

Gabriela Lauretti, uma especialista hormonal da USP, foi a primeira médica a confirmar o efeito do TENS para o combate de cólicas, analisando o comportamento de 20 mulheres em um estudo. O teste baseou-se em uma escala de intensidade variável de dor, em uma taxa de incidência entre 0 e 10. Os resultados mostraram que o incômodo caiu, em média, de 7 para 2, após os estímulos. Nove das vinte participantes abandonaram os medicamentos orais contra as cólicas e, três meses depois, 14 delas permaneceram com o uso do aparelho, de forma regular.

O Tanyx, o aparelho portátil de estimulação elétrica nervosa transcutânea, já está à venda desde 2013, e custa cerca de 70 reais. Ele já foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), pelo FDA (U.S. Food and Drug Administration), segue as normas técnicas internacionais e possui o selo da CE (Comunidade Europeia).

Ou seja, ele foi amplamente reconhecido como funcional e seguro. Sua bateria possui dez horas de duração, aguentando 30 sessões de 20 minutos com apenas uma recarga.

[ Diário de Biologia ] [ Foto: Divulgação ]

Jornal Ciência