A tempestade que “descongelou” o Polo Norte

de Merelyn Cerqueira 0

A temperatura do Polo Norte ficou perigosamente acima do normal no ano passado.

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Segundo a World Meteorological Organization, o fenômeno El Niño no inverno de 2015, foi registrado como um dos mais fortes do último século e seu efeito sobre o Polo Norte provocou fortíssimas rajadas de vento e diversas inundações em muitas áreas do Atlântico Norte. Uma prova recente disso são as chuvas intensas que assolaram o Reino Unido e causaram danos substanciais em pontes, casas e veículos.

No dia 30 de dezembro, os termômetros registraram 0 °C – ponto em que o gelo começa a derreter –, fato registrado pela segunda vez na história. Enquanto estava em formação, a tempestade foi responsável por dois tornados que atingiram os Estados Unidos e pelas diversas cheias que o país enfrentou no ano passado. O fenômeno, reforçado pelo El Niño, empurrava os ventos quentes à medida que a pressão atmosférica diminuía. Em consequência disso, os termômetros do Polo Norte já registravam 10 °C acima do normal para esta época no ano.

No último relatório feito pela National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), os pesquisadores registraram que a quantidade de gelo oceânico no Ártico estava 90,7 milhões de hectares abaixo do máximo registrado há dez anos atrás.

Em 2015, os valores já mostravam que a quantidade de gelo era a quarta menor desde 2006. Segundo o relatório, há 30 anos, o “gelo velho” (que sobrevive há vários verões) que representava 25% do volume de gelo na região, já havia sido reduzido para 3% no ano passado.

Segundo Robert Scribbler, especialista em climatologia, essas alterações climáticas estão diretamente relacionadas ao aquecimento global e à ação do homem na natureza, e refletem um sinal de que algo na atmosfera está “terrivelmente errado”.

[ Observador / The Atlantic ] [ Foto: Reprodução / Observador ]

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