TOP 7 novos enigmas e descobertas recentes feitas no Antigo Egito

de Merelyn Cerqueira 0

Egiptólogos recentemente foram presenteados com uma série de novos trabalhos envolvendo seu mais precioso objeto de estudo. Achados recentes feitos sobre a extinta cultura egípcia aumentaram nos últimos meses mais do que nas últimas décadas.

 

As descobertas, que envolvem desde minúsculas meias, uma nova esfinge, até grandes ruínas e túmulos, desvendam nuances mais profundas da civilização, fornecendo novos desafios, conexões inesperadas e pistas para a resolução de antigos mistérios. Abaixo você confere algumas delas:

 

 1- A Esfinge de arenito

Próximo a cidade de Assuão há um antigo templo chamado Kom Ombo, que há anos tem sido objeto de estudo. Em 2018, arqueólogos tiveram que drenar as águas subterrâneas das ruínas faraônicas e durante o processo descobriram uma estátua enigmática – uma esfinge feita de arenito.

 

Em comparação com a mais famosa, de Gizé, a peça de apenas 38 centímetros de altura, mas em perfeitas condições de conservação, é apenas uma miniatura. No entanto, a descoberta foi considerada notável porque acrescentou mais informações ao passado do templo. Dois meses antes da descoberta, dois relevos de arenito mostrando o rei Ptolomeu V foram encontrados na mesma parte do edifício. Isso colocou a esfinge na Dinastia Ptolomaica (305-30 a.C.), embora seu propósito ainda seja desconhecido.

 

As esfinges eram consideradas importantes na cultura egípcia e às vezes eram usadas ​​como guardiões de tumbas, representando o rosto do faraó. Logo, a esperança dos arqueólogos é que, se estudos futuros puderem confirmar a procedência da peça, os traços faciais notavelmente não danificados da estátua poderão fornecer uma visão direta de um faraó Ptolomeu.  

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2- O cemitério de sacerdotes

O sítio arqueológico de Tuna el-Gebel é bem conhecido por ser palco de grandes descobertas, incluindo uma mais recente envolvendo um cemitério subterrâneo de 2.300 anos, localizado a oeste do rio Nilo. Especialistas estimam que pode levar cerca de cinco anos para escavar completamente todos os poços funerários. Até o momento, 40 sarcófagos foram recuperados, muitos dos quais guardando o corpo de sacerdotes. Esse grupo em particular adorava o deus Thoth, que dizia ter trazido a habilidade de escrever para a humanidade.

 

Além de uma vasta coleção de cerâmicas, joias e amuletos, o cemitério também guardou mais de mil estátuas shabti. Acredita-se que essas pequenas figuras sejam “ajudantes dos mortos”, responsáveis por cumprir os deveres de carreira do falecido na vida após a morte.

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3- O Oasis de Dakhleh

No Oasis de Dakhleh repousa os restos mortais de 1.087 antigos egípcios. Quando os pesquisadores investigaram os corpos em 2018, seis casos apresentaram vestígios de câncer. Eles incluíram uma criança com leucemia, um homem com tumores retais e vários outros que poderiam ter contraído o vírus do papilomavírus (HPV, uma doença sexualmente transmissível), também causador de câncer. Embora o câncer não seja novidade, a presença de HPV foi considerada surpreendente e estima-se que o vírus tenha se desenvolvido antes dos seres humanos e tenha se adaptado de alguma forma em nosso organismo.

 

Semelhante aos dias de hoje, o HPV é prevalente em adultos jovens entre a faixa de 20 e 30 anos, o que também foi o caso no cemitério egípcio. Embora a doença não tenha sido geneticamente confirmada, a faixa etária e as lesões ósseas sugeriam que o HPV se comportava da mesma maneira entre as populações antigas. Além disso, vastos registros da cultura provam que os antigos egípcios tinham um conceito sólido sobre o que era o câncer. Eles provavelmente sabiam que algo estava terrivelmente errado, mas não tinham tratamento específico além de cuidar dos sintomas visíveis, como úlceras de pele e dor – e possivelmente aguardar a morte.

 

4- A meia listrada

Feita com listras que continuam a ser populares até os dias de hoje, essa meia, que pertenceu a uma criança egípcia, foi tecida por volta do ano 300 d.C. Ela foi encontrada em um lixão antigo, embora para o Museu Britânico, seja incrivelmente preciosa.

 

Especialistas queriam se aprofundar nas técnicas de tingimento e tecelagem usadas para fazer a peça. Contudo, todas as técnicas disponíveis exigiram a destruição de uma grande parte da meia. Somente em 2018, usando uma ferramenta de geração de imagens não invasiva, eles descobriram que as cores das listras eram provenientes de três corantes naturais: Madder, usado para produzir vermelho, Woad para o azul e Soldar para o amarelo – todas retiradas de plantas.

 

A análise também forneceu uma boa compreensão preliminar sobre as técnicas de tecelagem usadas. A obsessão com os segredos de fabricação da minúscula meia pode parecer estranha, mas há uma razão para ser feita. Considera-se que os Antigos Egípcios foram responsáveis pela invenção da meia de malha, e a peça poderia fornecer mais informações sobre esse tipo de técnica.

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5- O Sarcófago Negro

Em 2018, um sarcófago de granito virou notícia pelo mundo. Encontrado em Alexandria, ele foi verificado ter cerca de 30 toneladas, o que exigiu a ajuda de muita gente, incluindo militares egípcios, para remover sua tampa.

 

Estudiosos acreditavam que ali encontrariam os restos mortais de um indivíduo importante, possivelmente até Alexandre, o Grande. No entanto, dentro dele havia três múmias e uma misteriosa gosma avermelhada. O último acabou por ser vestígios de esgoto moderno, que se misturou aos corpos e destruiu parte das múmias. Verificou-se que um dos corpos era de uma mulher jovem e todos foram datados do início do período Ptolemaico, que teve início em 323 a.C. Eles pareciam ter sido enterrados em momentos diferentes. O mistério em torno das identidades das três múmias ainda não foi resolvido.

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6- Desvendando o mistério da mumificação

Embora a ciência saiba muito sobre os antigos egípcios, até os dias de hoje eles ainda não conseguiram descobrir como alguém era transformado em múmia. Em 2018, acadêmicos tiveram uma grande chance de resolver de uma vez esse mistério, após descobrirem na necrópole de Saqqara, no delta do Nilo, uma oficina de embalsamamento.

 

Foram encontradas cinco múmias dentro da oficina e outras 35 em um poço de enterro adjacente. Datadas entre 664-404 a.C., elas revelaram que a mumificação não era um equalizador social, embora a elite conseguisse um melhor tratamento. Mas, foram as ferramentas encontradas na oficina que causaram mais entusiasmo.

 

Os pesquisadores já sabiam que o embalsamamento durava cerca de 70 dias, começando com a lavagem do corpo, remoção dos órgãos e secagem do cadáver em sal por 40 dias, antes de ser embrulhado em linho e tratado com óleos. Foi o tipo, quantidade e ordem em que os óleos eram usados ​ que ajudou com a uma melhor compreensão da técnica. Testes químicos futuros identificarão exatamente quais substâncias eram usadas, o que talvez ajude de uma vez por todas a solucionar o mistério do processo.

 

7- Poços com mãos cortadas

Em 2017, egiptólogos que trabalhavam nas ruínas reais de Avaris encontraram quatro poços, dois dos quais localizados no que alguns acreditam ter sido a sala do trono do faraó. Juntos, os buracos continham 16 mãos humanas, possivelmente cortadas há 3.600 anos. Verificou-se que todas as mãos eram direitas e de tamanhos excepcionalmente grandes, o que indicava que todas as vítimas eram homens.

 

A descoberta confirmou uma prática já vista em hieróglifos – a mutilação era feita em troca de uma recompensa. Especialistas acreditam que os nobres egípcios “compraram” mãos inimigas de seus próprios soldados com ouro e depois as enterraram ritualmente. Embora seja difícil dizer a quem as mãos pertenciam, pistas sólidas sugerem que elas podem estar relacionadas a soldados egípcios que se revoltaram enquanto lutavam contra os Hicsos.

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[ Fonte: ListVerse ] [ Fotos: Reprodução / ListVerse / Express ]

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