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Titanic: conheça os fatos reais e fictícios do naufrágio mais famoso da História

O Titanic, na época em que foi construído e exibido, foi considerado o maior objeto em movimento feito pelo homem no mundo.

Além disso, lhe foi atribuída à qualidade de navio que não afunda. A história mostra que o navio foi de fato o maior já construído na época, mas que infelizmente afundou em sua primeira e única viagem em alto mar.

De acordo com a Enciclopédia Britânica, havia duas grandes empresas de construção naval que são ao mesmo tempo concorrentes: a Cunard e a White Star Line. Em 1907, a Cunard construiu a Lusitânia e a Mauritânia, navios que bateram recordes de velocidade quando atravessaram o Atlântico. A White Star Line, para concorrer, optou pelo conforto ao invés da velocidade, e investiu em grandes navios chamados Olympic, Britannic e o Titanic.

O Titanic

Foi construído em 1910 e finalizado dois anos depois, e custou cerca de 7,5 milhões de dólares, aproximadamente 15 milhões de reais. A sua construção foi feita em Belfast, sendo atualmente a Irlanda do Norte. O navio tinha 270 metros de comprimento, equivalendo a aproximadamente quatro ou mais quarteirões de uma cidade, e mais de 28 metros de altura. Pesava 46 mil toneladas. Durante a sua construção, dois trabalhadores morreram.

A jornada do Titanic começou em Southampton, na Inglaterra, e partiu para Cherbourg, na França, e Queenstown, Irlanda (conhecido atualmente como Cobh). No dia 10 de abril o Titanic acelerou a oeste em direção à Nova York. Transportando um total de 1.316 passageiros e 885 tripulantes, o navio continha um misto de indivíduos ricos, imigrantes da Irlanda, Alemanha e outros países.

O Californiano, um navio que estava nas proximidades, enviou no dia 14 de abril uma mensagem às 10h55min dizendo: “Estamos parados e cercados por gelo”. No entanto, o capitão do Titanic, Edward Smith e o primeiro-oficial, William Murdoch, não prestaram atenção nas advertências dadas pelo Californiano, e continuaram a rota com quase toda a velocidade possível.

O naufrágio

Às 23h40min do dia 14 de abril, os vigias que estavam a bordo do Titanic avistaram um iceberg. O navio fez uma curva brusca para a esquerda na tentativa de desviar do iceberg. No entanto, o navio colidiu com parte do gelo submerso perfurando o lado direito do barco (a estibordo). O imenso iceberg tinha aproximadamente 90 metros de comprimento e 300 metros de altura.

Com o impacto, seis dos dezesseis compartimentos estanques do navio começaram a encher de água. Isso já foi o suficiente para inclinar o navio para o fundo do oceano. Com esses seis compartimentos comprometidos, o Titanic já tinha perdido muito de seu dinamismo para permanecer flutuando na água. O engenheiro previu que o navio afundaria em um pouco mais de uma hora. No entanto, demorou quase três horas para submergir totalmente.

Quando a água preencheu toda a frente do barco, essa parte afundou levantando a parte traseira totalmente. Segundo os relatos de testemunhas oculares que sobreviveram à tragédia, o meio do navio ficou sob muita pressão, e acabou rachando o barco ao meio. A parte de trás caiu novamente no oceano, e às 2h20min da madrugada do dia 15 de abril, o Titanic, considerado o navio que não afunda, foi totalmente submerso pelas água gélidas do oceano.

Por que não foi possível evitar a colisão?

Por muito tempo tem se especulado o motivo que fez o Titanic colidir com o iceberg. Por que não foi possível evitar a colisão, considerando o tamanho consideravelmente grande do iceberg?

Segundo alguns especialistas, provavelmente naquela noite, a atmosfera passava por um efeito chamado “miragem de ar frio”, algo relativamente comum no Atlântico Norte, efeito este que impediu a tripulação de ver o iceberg até que ele estivesse muito próximo do navio. Além disso, este mesmo efeito impediu que os navios que estivessem nas proximidades pudessem ver as sinalizações de alerta emitidas pelo Titanic como um pedido de ajuda.

O Californiano era o mais próximo, estando a menos de 37 quilômetros do Titanic, e foi duramente criticado por não ter respondido aos sinais de socorro do navio em naufrágio. O capitão do Californiano alegou que justamente naquela noite o navio estava parado, e o seu sistema sem fio estava desativado. Além disso, os oficiais que visualizaram alguns indícios de flashes no céu não pensaram que se tratava de sinais de socorro. Embora sejam essas as justificativas alegadas, ainda hoje, a questão do Californiano não responder ao Titanic, é motivo de debates.

O número de botes salva vidas foi capaz de salvar apenas um terço da tripulação. Aos padrões de hoje, isso seria totalmente inaceitável, mas aos padrões da época, segundo as leis, havia mais botes que o necessário. Após o naufrágio essa lei foi revista e posta em prática para evitar que uma fatalidade dessas ocorresse outra vez.

O resgate e os sobreviventes

Estiveram a bordo do Titanic 2.224 pessoas, 1.514 morreram e 710 sobreviveram. O navio Carpathia recebeu o pedido de socorro do Titanic e partiu imediatamente em direção ao Titanic, chegando, no entanto, às 4 horas da manhã.

O Carpathia resgatou todos os sobreviventes. A grande maioria era composta por passageiros da primeira classe. Para se ter uma ideia, apenas 3% das mulheres da primeira classe morreram enquanto que 54% das mulheres da terceira classe perderam as suas vidas.

O filme

A tragédia envolvendo o naufrágio do suposto navio que não afunda tornou-se popular na década de 90, quando foi lançado o filme Titanic em 1997, dirigido por James Cameron. Antes deste filme, já havia sido produzidos outros filmes e livros relatando a tragédia. No entanto, foi à produção de 1997 que obteve grande sucesso arrecadando uma bilheteria total de 2,1 bilhões de dólares, pouco mais de 4 bilhões de reais. Além disso, o Titanic foi o primeiro a arrecadar mais de 1 bilhão de dólares mundialmente, permanecendo o filme de maior arrecadação da história por doze anos, até o próximo filme de Cameron, Avatar, ultrapassá-lo em 2009.

Devido ao enorme sucesso da produção cinematográfica, muitas pessoas confundem os fatos fictícios do filme com os fatos reais, já que Titanic é uma mistura de ambos.

Conheça o que foram os fatos reais e os fictícios:

Os destroços do navio que está no fundo do oceano e aparecem em algumas cenas no início do filme, são imagens do Titanic verdadeiro.

A réplica do navio utilizada durante as gravações era muito fiel ao Titanic. A grande réplica foi feita em 90% do tamanho original do Titanic verdadeiro, o que ofereceu uma boa noção do tamanho real do navio.

Os personagens da tripulação da White Star Line também eram reais: Bruce Ismay, diretor da WSL, Thomas Andrews, construtor do navio, os vigias Frederick Fleet e Reginald Lee, o primeiro oficial William Murdoch, os ricaços John Jacob Astor IV, Benjamin Guggehheim, William Carter, e o capitão Edward Smith.

O carro onde ocorreram as cenas românticas entre Rose e Jack também existiu. Era um Renaut Town Car 1912.

O número de passageiros, sobreviventes e botes também eram reais.

O navio Carpathia também existiu e o tempo que ele levou para chegar até o local do resgate também confere com os relatos das testemunhas.

Fatos fictícios:

Os protagonistas do filme, Rose e Jack Dawson não existiram na vida real, bem como o vilão Cal Rockley, que foi um personagem rico e deu à Rose o colar com uma pedra preciosa, também não existiu.

Os músicos que aparecem tocando enquanto o navio está afundando existiram, mas não há a menor evidência e possibilidade de que eles de fato tivessem permanecido tocando um hino gospel durante o naufrágio.

No filme, o primeiro oficial William Murdoch mata a tiros um dos passageiros da 3ª classe que tentava escapar. Embora o feito tivesse sido justificado para garantir a segurança e controlar as multidões que estavam em pânico, os historiadores, que estudaram a fundo o naufrágio do Titanic, concordam que o episódio nunca ocorreu. Além disso, a produtora Fox pediu desculpas oficialmente à família de Murdoch, o que prova que a cena foi totalmente fictícia.

O Coração do Oceano, a famosa joia feita em diamante azul usada por Rose, nunca existiu!

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Fonte: LiveScience Foto: Reprodução / F.G.O. Stuart / Century Fox

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