Jornal Ciência

Conhecimento é tudo.

You are here Sociedade Diversos Qual o motivo que levou Muamar Kadafi ser um ditador tão estranho?

Qual o motivo que levou Muamar Kadafi ser um ditador tão estranho?

A morte de Muamar Kadafi trouxe à tona diversas questões sobre seu estranho comportamento, como o fato dele andar escoltado por um exército de mulheres uniformizadas e maquiada.

Muitos ditadores são conhecidos por suas manias peculiares. Jerrold Post, um especialista em psicologia política da Universidade George Washington, afirma que Kadafi (cujo nome completo é Muammar Abu Minyar al-Gaddafi) tinha em comum com outros ditadores sua personalidade narcisista, um comportamento denominado ‘narcisismo maligno’.

Sua linguagem era extremamente narcisista. Ele achava inconcebível que todo seu povo não o amasse”, diz Post ao portal LiveScience. Mas a estranheza não é um traço universal entre os ditadores, alerta Post: Saddam Hussein e Joseph Stalin não eram conhecidos por suas esquisitices.

Narcisistas malignos são extremamente egoístas, e se vêem como os salvadores do povo. Eles têm uma atitude paranóica, culpando forças externas quando as coisas não acontecem como o esperado. Muamar Kadafi, por exemplo, culpou o Ocidente e Al Qaeda pela revolta na Líbia, chegando até a alegar que alguém havia colocado alucinógenos na bebida dos rebeldes.

Post afirma que, em pessoas com este tipo de comportamento, não existe consciência, e eles estão dispostos a usar qualquer tipo de agressão necessária para conseguir o que querem. Ao contrário dos líderes democráticos, os ditadores são capazes de moldar seu país para se adequar a sua própria psicologia.

Post acredita que Muamar Kadafi, entretanto, pode ter ido além do narcisismo maligno típico. Algumas das atitudes do ditador indicam um distúrbio marcado por humor e comportamento instável. “Ele podia ficar muito bem quando obtinha sucesso, e agir como se sentisse totalmente intocável”, afirma Post. Mas, quando as coisas não iam bem Kadafi podia ser muito instável e incoerente, como em sua insistência na idéia de que seu povo o amava, mesmo durante a revolta da Líbia.

Por trás das ilusões de grandeza de um narcisista maligno existe um sentimento de profunda insegurança e baixa auto-estima, diz Post. E, muitas vezes, a insegurança tem conseqüências trágicas, como no caso do ditador de Uganda, Idi Amin. Ele era inseguro quanto a sua falta de educação, e acabou gerando ataques contra os intelectuais de seu país.

Quanto a Kadafi, seu senso de narcisismo provavelmente ficou com ele até o fim, de acordo com Post. “Ele era psicótico a ponto de negar o que estava acontecendo e que ele havia perdido seu poder. Eu acredito que ele encontrou dificuldade em acreditar que era o seu próprio povo se voltando contra ele”, completa o psicólogo.

>>>Espalhe esta matéria para seus amigos no facebook, twitter ou orkut!

Foto: Reprodução/WikipédiaCommons

Receba notícias do Jornal Ciência no seu e-mail.

Digite aqui seu e-mail

Contato:

Mistério

Fashion

A busca da humanidade por extraterrestres.

O início dos mistérios ufológicos.

Especial

Fashion

Terrível caracol é o

animal mais venenoso

do mundo

Dossiê

Sport

Conheça o animal mais

resistente do mundo,

o Tardígrado!