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Pareidolia: Você vê rostos ou objetos onde não existem?

Algumas pessoas veem rostos onde menos se espera – isso porque “sofrem” de pareidolia, uma palavra derivada do grego: “para” (errado) e “eidolon” (imagem, formato).

É um tipo de apofenia – quando a pessoa enxerga padrões em dados aleatórios. Alguns exemplos comuns ocorrem quando as pessoas observam imagens de Jesus em nuvens ou a imagem de um rosto humano em uma cratera da Lua.

Alguns exemplos famosos registrados

O maior exemplo de pareidolia, talvez, é o Santo Sudário, um pedaço de pano com a imagem de um homem, que muitos creem ser Jesus, pois a imagem é consistente com a de alguém que foi crucificado.  A imagem negativa foi observada pela primeira vez em 1898 em uma placa fotográfica inversa do fotógrafo amador Secondo Pia, que tirou fotos do pano quando ele foi exposto na Catedral de Turim.

Alguns visitantes da Santa Maria em Rathkaele, Irlanda, afirmam que um tronco fora da igreja tem a silhueta da Virgem Maria. Na Pedra da gávea, no Rio de Janeiro, danos causaram o surgimento de uma suposta face humana.

Em 1976, a sonda Viking 1 fotografou em Marte o que muitos julgam ser uma face que indicaria a presença de antigas civilizações.

Em setembro de 1969, teorias da conspiração afirmavam que a frase “Paul [McCartney] is dead” (Paul [McCartney] está morto), pode supostamente ser ouvida quando a faixa “Strawberry Fields Forever” é tocada ao contrário, confirmando sua morte.

Em 1977, uma tortilha de farinha na cidade de Lake Arthur, Novo México parecia conter uma imagem de Jesus. Diane Duyser, em Miami, a vendeu em um sanduíche de queijo no eBay por cerca de R$ 56 mil reais.

Em 2004, Steve Cragg, jovem diretor da Igreja Metodista Unida do Memorial Drive em Houston, descobriu um Cheeto que se parecia com Jesus.

Em 2007, em Cingapura, um calo numa árvore parecido com um macaco, levou muitos crentes a prestarem homenagens ao suposto deus que ali se manifestava.

Um bolo de canela parecido com a Mãe Teresa foi descoberto no Café Bongo em Belmont, Tennessee, EUA.  Ficou exposto por dez anos até ser roubado em 2007.

Em 2012, muitos peregrinaram para uma árvore na esquina da 60ª rua com a Avenida Bergenline em New York, na qual havia uma cicatriz que alguns acharam ser parecida com uma imagem da representação de Nossa Senhora de Guadalupe.

Por que a pareidolia acontece?

Há várias teorias para a causa da pareidolia. Especialistas dizem que ela é uma determinação psicológica originada em desilusões dos sentidos. Ela pode estar por trás de vários avistamentos de ÓVNIs, Elvis ou o Monstro do Lago Nesss, fora mensagens subliminares em músicas tocadas ao contrário.

Pessoas religiosas têm mais chances de enxergar figuras do tipo, segundo um estudo finlandês.

Carl Sagan, cosmólogo e escritor americano, apontou a pareidolia como um mecanismo de sobrevivência em seu livro de 1995, The Demon-Haunted World – Science as a Candle in the Dark (O Mundo Assombrado por Demônios – Ciência como uma Vela no Escuro, em tradução livre). Isso ajudava nossos antepassados a identificarem alguém como amigo ou inimigo, embora também gerasse as confusões expostas acima.

O gênio italiano Leonardo da Vinci chegou a escrever sobre o fenômeno como um dispositivo artístico. “Se você olha pra uma parede cheia de manchas ou com uma mistura de diferentes tipos de pedras, se você está prestes a inventar alguma cena você será capaz de ver nela a semelhança com várias paisagens diferentes adornadas com montanhas, rios, pedras, árvores, planícies, grandes vales e vários grupos de morros”, escreve ele em suas anotações, de acordo com o portal LiveScience.

Outros artistas usaram esse fenômeno também para “esconder” rostos e objetos em suas obras: Georgia O’Keeffe pintou flores, e muitos acreditam ver objetos nelas.

Em 1971, o escritor e intelectual letão Konstantīns Raudive detalhou o que ele acreditava ser a descoberta do fenômeno da voz eletrônica (EVP, na sigla em inglês), que foi descrito como a “pareidolia auditiva”. As mensagens subliminares em músicas populares também são consideradas pareidolias auditivas.

Os testes de Rorschach usam pareidolia numa tentativa de visualizar o estado mental de uma pessoa. Como as cartas foram feitas sem uma imagem específica como alvo, é um exemplo de “pareidolia direcionada”.

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Fonte: LiveScience Foto: Reprodução / ceticismo.net / supernaturalbrasil.org / 8tracks.com / skepdic.com

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