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Primeiras fotos da criança que sofreu 80% de queimaduras e se recuperou após enxerto revolucionário

Estas são as primeiras imagens de uma garota de 3 anos da África do Sul que sofreu queimaduras em 80% de seu corpo, se recuperando após “clones” de sua pele.

Isabella Kruger desafiou os médicos apor ter sido gravemente ferida na véspera do Ano Novo, quando um recipiente de líquido para iluminação a fogo explodiu em sua casa em Joanesburgo, durante um churrasco.

Ela sofreu queimaduras de 80% em seu corpo e os médicos temiam que ela não pudesse sobreviver.

A criança foi hospitalizada na véspera do Ano Novo e no início deste mês passou por uma inovadora cirurgia com 41 pedaços de pele que veio dos Estados Unidos para ser usado como enxerto em suas costas, rosto, tórax, braços e pernas.

Os médicos já disseram que o enxerto de pele artificial se incorporou bem ao seu corpo. O cirurgião Ridawan Mia disse que as cicatrizes serão menores do que se fosse usado pele natural. A garota foi acordada recentemente de um coma induzido que tinha como função preservá-la de movimentos para melhor recuperação de seu corpo.

No momento, Isabella está acordada e se recupera bem e os médicos estão esperançosos que seu pós-operatório seja rápido e possa voltar em breve para casa.

A terapia altamente experimental foi realizada cultivando pedaços de pele em um laboratório de Boston, EUA, usando clonagem de células colhidas da menina.

A pele, que teve a temperatura mentida entre 2 e 8 ºC, só possuía vida e metabolismo 24 horas após seu crescimento laboratorial. O voo dos Estados Unidos à África do Sul levou 21 horas, obrigando os médicos a realizarem a cirurgia em tempo recorde.

Após pousar na África do Sul, o material biológico perdeu 16 minutos passando pela Alfândega. “Tudo correu muito bem”, disse o Dr. Ridwan Mia, cirurgião plástico e reconstrutivo que realizou a operação em Isabella no hospital de Joanesburgo. Ele afirma que não tinha esperança da sobrevivência de Isabella quando a viu em janeiro de 2012.

As peles foram cultivadas em andaimes, do mesmo modo que é feito com experiências de ratos, no laboratório Genzyme em Boston. A chegada do mensageiro do laboratório ao hospital africano foi bastante comemorada.

Fina, delicadíssima e quase transparente, a pele foi levada de ambulância do aeroporto até o hospital. “Foi como um relógio contra o tempo”, disse o Dr. Mia.

Os pais, que estão do lado da filha desde o acidente, demonstram estarem muito aliviado. Durante a semana de recuperação, Isabella ficará envolta de espuma e curativos de proteção.

Ela ainda enfrentará dois grandes obstáculos: o risco de infecção e a luta para evitar que a pele deslize e saia do lugar em que foi colocada.

Os enxertos cutâneos são delicados e propensos a rasgar. Médicos terão de manter Isabela sedada para minimizar o risco.

Bronwer Jones, fundador de uma instituição de caridade africana que fornece ajuda para vítimas de queimaduras, considera que o caso de Isabella é uma exceção para vítimas que possuem famílias ricas.

Ele comentou que a sobrevivência na África do Sul de queimados depende de um hospital devidamente equipado. Embora não existam estatísticas confiáveis, Jones estima que 15.000 crianças sejam gravemente feridas por queimaduras todos os anos no país.

Em áreas pobres, o uso de velas de parafina, fogões e lareiras são muitas vezes causadores de incêndios, particularmente no inverno.

O Hospital Tembisa, na província de Gauteng, África do Sul, tem atualmente 12 crianças em sua unidade de queimados.

No caso de Isabella, o acesso a cuidados médicos em um estágio inicial, bem como a capacidade de seu pai arrecadar dinheiro através de sites e redes sociais, ajudou bastante em sua recuperação.

Dr. Mia vai ser capaz de dizer se a pele conseguiu aderir ao tecido de seu corpo com sucesso dentro do 2 semanas, mas ele demonstra grande otimismo sobre a cirurgia.

Ela é uma grande lutadora”, comentou o Dr. Mia ao portal britânico DailyMail.

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Fonte: DailyMail Foto: Reprodução/DailyMail

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