Jornal Ciência

Conhecimento é tudo.

You are here Saúde Corpo Bocejando muito? A resposta pode ser cérebro superaquecido

 

Adicionem o Jornal Ciência no Google + :)

Bocejando muito? A resposta pode ser cérebro superaquecido

Pesquisadores da Universidade de Princenton descobriram que o bocejo ajuda na regulação da temperatura do cérebro, evitando aquecimento excessivo.

Ao contrário do que muitas pessoas acreditavam, o fato de bocejar pode não estar relacionado apenas com o cansaço e o sono. Esta ação involuntária, que dura em média 6 segundos, ainda não é completamente compreendida pelos cientistas. O que se sabe é que, quando realizada, provoca aumento da inalação de ar e do ritmo dos batimentos cardíacos. Além disso, muitos acreditam que o bocejo possa ser contagioso.

Alguns estudos apontam que o bocejo pode estar relacionado diretamente com o sono. Isso porque, conforme apontam estas pesquisas, o bocejo é uma forma do organismo driblar o sono através da estimulação do aumento da circulação sanguínea e diminuição na temperatura corporal, o que colabora para aumentar o estado de atenção.

Entretanto, uma pesquisa divulgada recentemente sugere que o bocejo auxilia no resfriamento do cérebro, evitando que ele superaqueça.  De acordo com esta teoria, o bocejo refresca o cérebro através de uma troca de calor com o ar.

Durante esta pesquisa foram escolhidos 80 pedestres aleatórios em Tucson, Arizona, que observaram, por alguns segundos, imagens de pessoas bocejando. A partir desse momento, os pesquisadores anotaram as respostas de cada um dos voluntários ao estímulo. Durante as análises dos dados foi considerada a umidade do ar, o intervalo entre os bocejos e a quantidade de horas de sono desfrutado durante a noite.

Esta metodologia foi realizada em dois momentos distintos: inverno e verão. Os resultados obtidos demonstraram que as pessoas bocejam mais durante os períodos frios, o que, em um primeiro momento, parece controverso à teoria de resfriamento do cérebro.

Mas o pesquisador responsável pelo projeto, Professor Andrew Gallup, explica que durante o inverno este processo é mais viável, devido à troca de calor com o ar frio, o que não seria tão eficiente para regular a temperatura durante o verão devido às altas temperaturas atmosféricas. Gallup afirma: “O bocejo deve ser contraproducente – e, portanto, suprimido – em temperatura ambiente superior a temperatura do corpo, porque uma respiração profunda não iria promover a refrigeração”, em entrevista ao britânico Daily Mail.

Dessa forma, deve haver algum tipo de mecanismo de regulação que determina este intervalo de temperatura onde os bocejos são mais ou menos freqüentes.

“Este é o primeiro estudo a demonstrar que a freqüência de bocejos varia de estação para estação”, conclui o cientista.

>>>Espalhe esta matéria para seus amigos no facebook, twitter ou orkut!

Foto: Reprodução/Daily Mail

Receba notícias do Jornal Ciência no seu e-mail.

Digite aqui seu e-mail

Mistério

Fashion

A busca da humanidade por extraterrestres.

O início dos mistérios ufológicos.

Especial

Fashion

Terrível caracol é o

animal mais venenoso

do mundo

Dossiê

Sport

Conheça o animal mais

resistente do mundo,

o Tardígrado!