
O monóxido de carbono é temido por não apresentar cheiro e ser mortal se inalado em uma certa concentração.
No entanto, este gás letal tem sido demonstrado possuir notáveis propriedades de salvar a vida de fetos. Pesquisadores da Universidade Otto-von-Guericke na Alemanha, mostram que doses baixas de monóxido de carbono podem aumentar o crescimento de vasos sanguíneos na placenta, estabelecendo um melhor fluxo de sangue no cordão umbilical.
Estes são fatores cruciais para a saúde de um bebê. Problemas no fluxo de sangue da placenta para o feto podem resultar uma pequena idade gestacional, ocorrendo aborto espontâneo ou morte perinatal.
A capacidade surpreendente do monóxido de carbono é explica por conseguir ter efeito similar a enzima heme-oxigenase, promovendo o crescimento de vasos sanguíneos. Tanto o abordo espontâneo como a pré-eclampsia, estão associados com níveis baixos desta enzima na placenta.
Os pesquisadores usaram monóxido de carbono em ratos que possuíam uma condição conhecida pela restrição de crescimento intra-uterino e, após as aplicações do gás, as funções placentárias foram restauradas, evitando a morte do feto sem prejudicar sua saúde.
A professora Ana Claudia Zenclussen, que liderou a pesquisa, explicou: “Nos níveis utilizados para evitar a morte fetal, descobrimos que o monóxido de carbono inalado em baixas doses consegue agir como um anti-inflamatório, reduzindo a quantidade de morte celular”.
Restrições no crescimento intra-uterino é uma complicação séria na gravidez. Mesmo que bebês conseguiam sobreviver nestas condições, eles possuem grandes chances de desenvolver hipertensão, doenças cardiovasculares e problemas renais. Essa descoberta pode oferecer uma “tábua de salvação” para mães e fetos que correm sérios riscos.
No entanto, há uma advertência – doses mais elevadas de monóxido de carbono conseguiram melhorar o fluxo sanguíneo na placenta, mas ocorreram sérios problemas danos ao feto.
“É muito importante, dado os perigos inerentes ao uso de monóxido de carbono, que a dose e duração do tratamento seja rigorosamente controladas”, comentou a professora Zenclussen.
Os resultados da pesquisa foram publicados na BioMed Central Open Journal Research.
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Fonte: DailyMail Foto: Reprodução/DailyMail











