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A época em que os vulcões eram os reis do mundo

Em tempos remotos, onde a vida não existia, os vulcões eram as grandes estrelas do planeta.

A grande explosão de calor

Não é de hoje que os reis das explosões magmáticas fascinam a humanidade. Os humanos primitivos e povos antigos, tinham a visão de que os vulcões eram deuses. Muitos encaravam as erupções vulcânicas como algo mítico ou poético, declamando que a lava que escorria do topo de montanhas eram as lágrimas do planeta e os vulcões seriam os dutos lacrimais.

Na formação do planeta Terra, existia uma quantidade absurda de vulcões, espalhadas por todo o globo. Toda essa diversidade e atividade ajudaram na nossa complexa formação de vida, através da acumulação lenta e gradual de gases na nossa atmosfera.

A mídia nos empurra goela abaixo que os gases de efeito estufa são maléficos e devemos combatê-los a todo custo, mas em épocas antigas estes mesmos gases foram cruciais para sustentar a vida que surgia no planeta, fornecendo ambiente favorável não só ao surgimento de novos microrganismos, mas também na perpetuação e reprodução dessas formas de vida.

A nossa primeira atmosfera

A constituição da atmosfera dos tempos remotos era completamente diferente da nossa atual. Os vulcões adicionaram uma quantidade massiva de gases de efeito estufa em todo o planeta. Vapores de água, dióxido de carbono, monóxido de carbono, metano, nitrogênio, enxofre e alguns vapores bastante tóxicos também se espalharam completamente.

Essa explosão de gases trouxe dois principais benefícios para a Terra: o primeiro foi as chuvas, devido à grande concentração de vapor d’água que acabou se condensando e precipitando em forma de chuva e o aquecimento do planeta, devido a atmosfera de gases, fazendo com que  a Terra não fosse uma bola rochosa gelada.

Com a existência da água, foi possível o surgimento das primeiras formas de vida. Várias teorias dizem que, a água que ficou acumulada em rochas vulcânicas com formato côncavo, por serem aquecidas a uma temperatura adequada, permitiu que aminoácidos fossem ligados, através de ligações peptídicas, formando as proteínas.

Estas proto-formas de vida ficaram estáticas por centenas de milhares de anos, até sofrerem pequenas evoluções, dando origens as cianobactérias, um tipo de bactéria que contém clorofila e realizam fotossíntese.

A existência do oxigênio

As cianobactérias, uma das mais antigas formas de vida no planeta, se espalharam por todos os oceanos, absorvendo o gás carbônico e liberando oxigênio da atmosfera. Mas nem tudo parece simples, pois neste período, o oxigênio liberado por estes micróbios não estava sendo acumulado na atmosfera, pois os vulcões sugavam tudo.

Os vulcões, com esta característica inicial, agora estava dificultando o surgimento da vida. Durante centenas de milhões de anos a grande maioria dos vulcões existentes estavam em baixo dos oceanos. Estes são diferentes dos vulcões que ficam acima do nível do mar, no solo.

A ação dos vulcões submarinos acaba liberando uma grande quantidade de sulfeto de hidrogênio, e por reação química, suga quase todo o oxigênio disponível nas águas, oriunda das cianofíceas. Com o transpor de milhões de anos, os continentes começaram a sua formação, e a atividade vulcânica marinha foi ficando cada vez mais escassa. Com a diminuição da atividade vulcânica após a formação dos continentes, a concentração de oxigênio conseguiu alcançar níveis significativos, propiciando o surgimento e evolução das formas de vida mais complexas.

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Fotos: Reprodução/WikipédiaCommons

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