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Encontrado antídoto para a ferroada do animal mais mortal dos oceanos

Os cubozoários são um tipo de água-viva, carregando um dos mais poderosos venenos do mundo – felizmente, uma cura pode ter sido encontrada.

Pesquisadores liderados por Angel Yanagihara, uma bioquímica da Universidade do Havaí, encontraram estudaram uma substância chamada gluconato de zinco, que salvava camundongos da morte causada pelo veneno do cubozoários. O composto, que é um suplemento nutricional, parecia evitar que certos íons que mantêm os batimentos cardíacos “vazassem” dos vasos sanguíneos.

Somente estudos posteriores em animais maiores podem indicar com certeza a eficácia em humanos. Há indícios de que haverá sucesso na tentativa: a nadadora Diana Nyad usou uma versão do composto para atenuar a dor e o inchaço causados por uma ferroada de um cubozoário ao nadar os 166 km que separam a Flórida de Cuba.

Um dos venenos mais mortais

A vespa-do-mar, um cubozoário australiano, não leva esse nome à toa: seus tentáculos, que podem chegar a cinco metros de comprimento, levam veneno o suficiente para matar 60 pessoas. Angel afirma que elas são os animais mais venenosos da Terra, levanto em conta o número de vítimas nos últimos 30 anos.

As vespas-do-mar habitam as águas entre a Austrália e o Vietnã. Seus tentáculos são repletos de minúsculas farpas que injetam veneno em nadadores e mergulhadores que se enroscam neles. “Todo o veneno então cai na corrente sanguínea. Com cada batida do seu coração, ele é bombeado pelo seu sistema circulatório”, disse Angel ao LiveScience.

Ela também disse que os médicos não sabem tratar o veneno em si, então optam por tratar os vários sintomas decorrentes, como pressão sanguínea alta ou baixa. “É sempre uma corrida contra o tempo na qual o médico está tratando sintomas assim que eles surgem”, disse Angel.

Células que vazam

Segundo estudos anteriores, o veneno contém uma substância que cria estruturas em forma de anel que se fixam nos vasos sanguíneos, criando minúsculos buracos nas células que as fazem vazar, embora os pesquisadores não soubessem o que vazava exatamente.

Para descobrir, Angel e seus colegas coletaram sangue de humanos, ovelhas, ratos e camundongos e misturaram com amostras do veneno. Medições elétricas rastrearam as substâncias que saíam das células.

Os componentes que vazavam eram íons de potássio, que saíam de glóbulos vermelhos para o plasma. A carência desses íons fazia o coração parar de bater eficazmente (o coração e outros músculos precisam de uma diferença nos níveis de potássio internos e externos à célula para gerar força).

Os buracos gerados pelo veneno lembraram Angel de algo similar encontrado em bactérias. Ao estudar dados antigos (do final do século XIX), ela descobriu que cientistas usavam o zinco para evitar que esses “poros” se reunissem. Ela então cogitou a possibilidade do zinco ser usado para tratar o veneno da vespa-do-mar.

Para ver se daria certo, os pesquisadores injetaram veneno em dois grupos de camundongos, e depois aplicaram uma doze de gluconato de zinco em um deles. A substância é usada para aumentar o nível de zindo em bebês, quando necessário. Todos os que receberam apenas o veneno morreram, enquanto que metade dos que receberam ambas as substâncias sobreviveram.

Isso aponta a possibilidade de que o zinco evite que células sanguíneas expulsem potássio do seu interior, abrindo um possível caminho para o desenvolvimento de medicamentos que tratem vítimas da ferroada mortal da vespa-do-mar.

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Fonte: LiveScience Foto: Reprodução / Robert Hartwick

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