Homem é declarado morto por três médicos, mas algo surpreendente acontece!

de Merelyn Cerqueira 0

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Em um caso que ocorreu em Oviedo, Astúrias, na Espanha, um prisioneiro do Centro Penitenciário de Villabona, presumido morto no dia 7 de janeiro, foi admitido e avaliado por três médicos.

 

Estes certificaram sua morte e autorizaram o envio do corpo ao necrotério do Instituto de Anatomia Forense de Oviedo. No entanto, o homem, que tinha 29 anos e cumpria pena de dois anos por roubos, começou a dar sinais de vida, segundo a imprensa local. Ele agora foi admitido no Hospital Universitário Central de Astúrias, onde permanece em estado estável. As informações são do jornal El País.

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Enquanto faziam a checagem de rotina na manhã do dia 7 de janeiro, funcionários penitenciários encontraram o homem inconsciente e sentado em uma cadeira, com meio corpo deitado na cama. Dois médicos de plantão na prisão – com 30 anos de experiência, de acordo com fontes da cadeia – examinaram o homem e determinaram a ausência de sinais vitais.

 

Uma hora depois, um médico forense, acompanhado da polícia judicial, foram ao centro penitenciário para apurar o ocorrido. Este médico também concordou com as duas primeiras avaliações, emitindo um terceiro relatório sobre a morte. Assim, determinou que o corpo fosse transferido para o necrotério de Oviedo. Foi neste momento então que o suposto morto começou a dar sinais vida, de modo que se movia e gritava.

Segundo Verónica Montoya, irmã do preso, no momento em que ele recuperou a consciência começou a gritar pedido que alguém lhe tirasse do saco preto.

 

Os médicos informaram a família que o homem estava sofrendo de pneumonia, mas que ainda estavam fazendo análises para determinar o que teria reduzido seus sinais vitais.

 

No entanto, segundo a esposa do preso, Katia Taracón, é possível que o incidente tenha sido uma tentativa de suicídio por meio de drogas que ele recebeu na prisão. Ela revelou que o marido, com quem tem cinco filhos, estava deprimido desde que foi preso por roubo de fios de cobre e já havia tentado se matar em duas ocasiões.

 

Na última, após ter ingerido as drogas, o homem informou aos funcionários da cadeia que estava se sentindo mal. No entanto, estes ignoraram o apelo e o mandaram dormir.

A família, que vive em Avilés, ainda não apresentou uma queixa formal, embora já esteja tratando com um advogado uma forma de fazer justiça. “Eles o deixaram completamente sozinho”, lamentou a esposa.

 

A União Independente de Trabalhadores Públicos (CSIF) assegurou que os médicos que certificaram a morte do prisioneiro “cumpriram rigorosamente os protocolos e agiram de acordo com as instruções internas e não de forma leve ou negligente“. Já a Direção Geral das Instituições Penitenciárias disse que iniciou uma investigação para descobrir o que aconteceu.

[ El Pais / El Pais ] [ Foto: Reprodução / El Pais ]