Família francesa “antivacina” introduziu sarampo na Costa Rica por não vacinar o filho

de Osmairo Valverde 0

Autoridades da Costa Rica vacinam todas as crianças contra o sarampo em diversas campanhas e o país estava totalmente livre da doença desde 2006, sendo que o último caso a ser introduzido no país por um estrangeiro foi em 2014.

 

Desta vez, o Ministério Público da Costa Rica afirmou que o vírus voltou ao país depois que um menino contaminado desembarcou de férias, junto com sua família, vindos da França. A família é abertamente “antivacina” e não admite vacinar seus filhos.

 

O menino de 5 anos e seus pais, estão isolados em uma unidade hospitalar no estado de Puntarenas, após um médico particular ter identificado a doença através de erupções na pele da criança.

Sua mãe, que também não é vacinada, disse aos médicos que outras crianças na escola também pegaram sarampo. Os médicos retiraram amostras de sangue para confirmar o diagnóstico, dando positivo para o vírus do sarampo.

 

As autoridades informaram que a família chegou há mais de um mês no país e ficaram em dois hotéis durante os passeios. O serviço de saúde local está procurando todas as pessoas que possam ter tido contato com eles, incluindo os passageiros da companhia aérea Air France, pela qual eles viajaram.

 

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a vacina contra o sarampo já evitou mais de 21 milhões de mortes no mundo entre os anos de 2000 e 2017. Em países desenvolvidos, a grande maioria das crianças está imunizada contra o sarampo e a rubéola.

 

O sarampo está voltando à tona em muitos países, especialmente após a recente “mania mundial” das famílias “antivacinas” que insistem em não vacinar seus filhos, o que preocupa organizações de saúde de todo o planeta.

Alemanha, Rússia e Venezuela tiveram o certificado da OMS de eliminação total do sarampo retirado nos últimos 12 meses. Em 2016, houve mais de 500 casos de sarampo só na Inglaterra. Isso ocorreu porque muitos adolescentes não tomaram a vacina quando crianças, especialmente pelos conselhos e ordens dos pais.

 

Martin Friede, diretor de imunização, vacinas e produtos biológicos da OMS, comentou: “Estamos realmente regredindo na luta contra o sarampo. Supostos especialistas fazendo acusações contra a vacina sem qualquer evidência na internet, está tendo impacto nas decisões dos pais”.

 

Ele ainda citou que vídeos no YouTube com alegações infundadas de que a vacina provoca autismo, demência ou paralisia, se espelham rapidamente nas redes sociais e em grupos, o que aumenta ainda mais os argumentos dos “antivacinas” que podem, de fato, estar colocando o controle de doenças extremamente contagiosas em perigo, não só para suas famílias, mas para todos os continentes.

 

O que é o sarampo?

Os sintomas iniciais, em geral, são a presença de erupções na pele, acompanhadas de febre tosses e dores pelo corpo. As complicações podem levar a pneumonia, diarreias graves, cegueira e inflamação no cérebro.

 

O sarampo é provocado por um vírus facilmente disseminado através de tosse ou espirros. Cada espiro contém milhões de vírus que se espalham rapidamente.

 

Uma pessoa que respira essas gotículas, mesmo que longe da pessoa que espirrou, ou toca no ambiente onde alguém tossiu, como por exemplo no corrimão de uma escada de ônibus ou metrô, pode se contaminar, já que o vírus fica ativo por várias horas.

[ Fonte: Daily Mail

[ Foto: Reprodução / Montagem Jornal Ciência / Daily Mail ] 

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