Estudo chocante mostra “gangues” de chimpanzés que espancam, matam, e esquartejam macacos

de Merelyn Cerqueira 0

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Com uma comunidade de mais de 200 membros, os chimpanzés Ngogo das florestas da Uganda, são considerados os mais brutais do mundo.

 

Muitas vezes, travam ataques violentos contra tribos rivais com a intenção de expandir ainda mais seu território. Logo, em um novo documentário produzido pela Discovery, pesquisadores forneceram um vislumbre da vida desses “macacos guerreiros”, ao seguirem um grupo por um período de 23 anos, documentando sua complexidade como caçadores e lutadores, bem como são capazes de apoiar uns aos outros.

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Os pesquisadores observaram os chimpanzés no Parque Nacional de Kibale, na Uganda, enquanto cresciam de uma população de 142 membros (em 1996), para mais de 200 (2017). De acordo com David Watts, codiretor do projeto, chamado de Ngogo Chimpanzee Project, mesmo há mais de 20 anos, o número dos chimpanzés era maior do que outras grandes comunidades anteriormente conhecidas em qualquer outro lugar do mundo.

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Ainda segundo ele, embora pensássemos que os macacos só recorrem à caça quando estão com fome, as observações revelaram que a verdade é “exatamente o oposto”. No documentário, imagens mostram o momento em que vários machos se unem para encurralar e capturar uma presa. Então, quando a matam, dividem a refeição.

“Cada um tomou um braço ou uma perna, e eles literalmente começaram a esquartejar este macaco, como se dissessem: Aqui está uma perna – é sua”, disse Watts no documentário.

Em outra sequência de imagens, os chimpanzés são vistos atacando um membro do próprio grupo. A vítima, que é espancada e chutada, consegue escapar do ataque e se refugiar entre as árvores. Embora sejam considerados brutais esses animais por vezes revelam um lado mais tranquilo. Dois em particular, nomeados como Hare e Ellington, frequentemente passavam boa parte do tempo juntos.

 

“O fato de que esses assassinos também podem ser pacíficos, tranquilos e cooperativos, mostra apenas como são complexos e semelhantes aos seres humanos”, observou um dos pesquisadores no documentário.

 

Ainda, quando Ellington morreu, os pesquisadores observaram mudanças significativas no comportamento de Hare que sugeriam que estava “deprimido”. Ele havia deixado de ser um dos membros mais sociáveis do grupo e por vezes passava horas “procurando por seu amigo de longa data”.

[ Daily Mail ] [ Fotos: Reprodução / Daily Mail ]