Buraco negro gigante no centro da Via Láctea é confirmado após registro histórico da ESO

de Redação Jornal Ciência 0

Imagens nunca antes divulgadas foram publicadas e surpreenderam por mostrar o mais próximo que podemos chegar do supermassivo buraco negro, localizado no centro da Via Láctea.

 

Telescópios extremamente potentes capturaram plumas de gás quente circulando o objeto celeste em uma velocidade altíssima – cerca de 30% da velocidade da luz, ou 320 milhões de quilômetros por hora.

 

O material é “o que podemos registrar de algo mais próximo de um buraco negro antes de ser tragado por ele”, afirmam os cientistas. Os astrônomos há muitas décadas estudam se realmente existe um buraco negro no centro de nossa galáxia. Essa região é considerada muito misteriosa, por ser pouco conhecida e ter o tamanho equivalente a 10 bilhões de vezes o tamanho do Sol.

Imagem oficial capturada pela ESO antes da nuvem de gás ser sugada pelo buraco negro Sagitário A*, confirmando assim a existência de um gigantesco buraco negro no Centro da Via Láctea.

Como esta região absorve toda a luz que existe ao redor, é incrivelmente difícil e complexo tentar observar algo, e os pesquisadores passaram décadas tentando encontrar uma forma de descobrir pistas sobre a localização de um buraco negro.

 

As novas imagens marcam a primeira vez que o material gasoso em altíssima velocidade foi visto passando pelo o que é chamado de “ponto sem retorno”, onde a atração gravitacional do buraco negro é tão gigantesca que não existe possibilidade de qualquer coisa escapar. “É a observação mais detalhada que temos deste material que orbita buracos negros antes de serem engolidos”, dizem os cientistas em comunicado oficial.

 

Os astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO) usaram telescópios especializados para observar Sagitário A*. É um tipo de objeto massivo, fonte de ondas de rádio emitidas por todo o espaço, extremamente denso, localizado no centro da Via Láctea, sendo o buraco negro mais próximo de nós. Seu tamanho e poder de atração são assustadores!

 

Os astrônomos observaram os gases o mais próximo possível de um buraco negro, pela primeira vez, antes do material ser consumido por ele”, disse Dra. Josephine Peters, astrofísica da Universidade de Oxford à Business Insider.

Embora Sagitário A* seja o nosso buraco negro supermassivo mais próximo, ele ainda é absolutamente misterioso. A ESO disse que as explosões observadas fornecem uma confirmação que os cientistas esperam há muito tempo sobre o centro da galáxia e, como era pensado anteriormente, existe sim um buraco negro de proporções inacreditáveis ali.

 

O que são os buracos negros?

São massas densas, tão densas que sua ação gravitacional não permite que nada escape, nem mesmo a luz ou qualquer radiação. Eles são como um grande aspirador de pó cósmico, engolindo estrelas, poeira estelar, gases e tudo o que se aproxima.

A forma como são formados ainda é mal conhecida. Estima-se que se formam quando uma grande nuvem de gás, com diâmetro 100.000 vezes maior que o nosso Sol, entra em colapso, tornando-se um buraco negro. Muitos destes buracos negros acabam fundindo-se uns com os outros, tornando-se um supermassivo, como este encontrado no centro da Via Láctea.

 

Uma estrela gigante, com massa 100 vezes a do nosso Sol, também pode tornar-se um buraco negro após entrar em colapso no fim de sua “vida”. Quando “morrem”, essas estrelas gigantescas tornam-se “supernovas” liberando uma explosão considerada uma das mais fortes do universo pela quantidade descomunal de luz produzida ao expelir matéria das suas camadas mais externas em direção ao espaço profundo.

 

Como um telescópio consegue alcançar tão longe?

A ESO construiu o telescópio mais poderoso da Terra, localizado no deserto do Atacama, no Chile. Ele é conhecido como Very Large Telescope (VLT).

 

Ele consiste em 4 telescópios e é considerado o mais avançado já feito. Os espelhos principais medem 8,2 metros de diâmetro, e os quatro espelhos auxiliares medem 1,8 metro de diâmetro. Eles têm até nome: Antu, Kueyen, Melipal e Yepun.

 

Os telescópios trabalham juntos para formar um “interferômetro” gigantesco. Este interferômetro permite que as imagens sejam filtradas de objetos obscuros e desnecessários, permitindo aos cientistas focarem 25 vezes melhor em algo específico do que com os telescópios comuns ou individuais.

Assim, é possível observar o que está sendo sugado pelo buraco negro, mas isso é algo extremamente difícil, complexo, demorado e que também conta com a sorte para ser registrado.

A ESO criou uma animação da nuvem de gás brilhante em altíssima velocidade antes de entrar no “ponto sem retorno”, onde ele é engolido pelo buraco negro Sagitário A*, usando as fotos oficiais do telescópio como referência. Confira:

[ Fonte: Business Insider / Daily Mail ] [ Fotos: Reprodução / Daily Mail / ESO ]

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